Acabei de voltar do cinema, fui ver Speed Racer. É um filme divertido, mas não vá se você for epiléptico.
___________________________________________________________ And now, for something completely different...
A plástica é uma coisa engraçada: na ficção consegue transformar um cara qualquer em Matthew Fox (Speed Racer) e Rebecca Romijn (Ugly Betty), enquanto na vida real o máximo que conseguimos foram Juan Carlos Abadía e Donatella Versace...
Não é o melhor da trilogia, mas ainda assim é um filme que está (muito) acima da média.
Ultimato Bourne começa exatamente onde Supremacia acabou: com Boune fugindo pelas ruas de Moscou. Essa cena serve apenas como uma passagem entre os dois filmes, já que não acrescenta muita coisa à trama. Seis semanas depois vemos o ex-agente descobrindo sobre uma tal de Operação Blackbriar, que ele descobre ser uma atualização da Operação Treadstone, responsável por torná-lo o que é. A partir daí começa uma das marcas registradas da série, com o herói perambulando pelas ruas de Paris, Londres, Madri, Tânger e New York procurando pistas sobre Blackbriar. Isso, aliás, é uma das coisas que mais gosto nos filmes, essa coisa de ficar passando pelas cidades como se fossem bairros de uma cidade. Dá um ar verdadeiramente real de espionagem, hehe. Outra marca registrada é a perseguição de carros em alta velocidade. Só que dessa vez não foi tão legal... Além de ter sido muito curta, não teve cenas especialmente marcantes. Em compensação, as cenas em Tânger são de ficar segurando a cadeira de tão tensas (ainda mais se você, como eu, gostar da personagem de Julia Stiles). Com um final razoavelmente surpreendente e bem de acordo com o espírito dos filmes, só nos resta torcer para que esse não seja o fim para Jason Bourne...
Vale muito a pena ver o mais novo filme de Sofia Coppola, Marie Antoinette. É impressionante como a trilha sonora moderna (que vai de New Order a Strokes) encaixa tão bem com a história, passada no século XVIII! A Rainha que ficou famosa por querer que os pobres franceses esfomeados comessem brioches (coisa que, aliás, ela não fez, segundo o filme) é retratada de forma completamente diferente, que diz que na verdade ela foi a vítima da situação. Se é verdade ou não eu não sei, mas isso levou a vaias em plena Cannes (também, quem mandou estrear um filme falando bem da rainha mais odiada pelos franceses em plena França?), vaias essas completamente desmerecidas, pois o filme é ótimo.
Já num cinema não tão próximo de você, já que só foram distribuídas 30 (trinta!) cópias para todo o Brasil, e numa loja de CDs também não muito próxima de você...
Joel Schumacher quer adaptar Sandman para o cinema (Aqui e aqui)
Joel Schumacher, responsável pelos execráveis Batman Eternamente e Batman & Robin (sim, aquele do Bat-Cartão de Crédito) quer dirigir uma das maiores obras-primas dos quadrinhos de todos os tempos, Sandman.
Aimeudeusdocéu. Tanta gente boa e me aparece esse sujeito aí? Tomara que isso NUNCA aconteça. A não ser que você queira ver o Senhor dos Sonhos num lindo colant preto e roxo, com o cabelo e maquiagem à la David Bowie em Labirinto (aquele filme da Sessão da Tarde, lembra?) e Morte sendo interpretada por alguém vestida de Cindy Lauper. Um luxo!
Percebi que já tem algum tempo que não falo sobre filmes aqui no blog. Então, hoje vou faar sobre os três últimos filmes que vi no cinema. Só comento sobre o último, porque os outros já tem mais tempo que vi...:
O Labirinto do Fauno (El Laberinto del Fauno)
Durante a Segunda Guerra, Ofelia e sua mãe, que está esperando um filho, se mudam para o interior da Espanha, para que ela possa dar à luz junto ao pai da criança, um comandante do exército de Franco. Lá Ofelia descobre que é a princesa de um reino mágico e tem que realizar três provas para poder regressar a ele. Enquanto isso, as forças contrárias a Franco tentam tomar a fazenda em que o Exército está.
Nota: 9.5
Filhos da Esperança (Children of Men)
Num futuro apocalíptico, a sociedade se torna um caos após um problema de infertilidade que atinge todas as mulheres. O mais novo cidadão do mundo acaba de falecer aos 18 anos e a humanidade está enfrentando a possibilidade de extinção. Até que encontram a primeira mulher grávida durante todo esse tempo. Numa Londres arrasada pela violência e por seitas nacionalistas em guerra, Theo (Clive Owen), um burocrata desiludido, se torna um sobrevivente. Quando a última esperança que resta no planeta está ameaçada, o ex-ativista é forçado a enfrentar seus próprios demônios para proteger o planeta do perigo iminente.
Nota: 9.0
007 Cassino Royale (Casino Royale)
Depois que se torna um agente 00, James Bond vai para Madagascar espionar um terrorista. Algo dá errado e ele viaja para as Bahamas, onde conhece um homem que tem envolvimento com Le Chriffre, o banqueiro dos terroristas de todo o mundo, que tenta levantar dinheiro fazendo altas apostas em um jogo de pôquer. Acompanhado pela bela espiã Vesper Lynd, Bond vai atrás do vilão em sua primeira grande missão.
Nota: 9.5
Eu confesso que sou um fã tardio de James Bond. Bem tardio mesmo, só comecei a ver com o Pierce Brosnan no papel do espião (e mesmo assim até hoje nunca nem vi Goldeneye). De resto só vi filmes esporádicos, especialmente 007 Contra o Foguete da Morte, aquele no Brasil, que passava direto na Sessão da Tarde.
Mas conheço bastante da mitologia do herói, e posso dizer que esse filme é bem diferente dos anteriores, sendo realmente um novo recomeço para a franquia.
A começar pela sequência de créditos iniciais. Saiu aquela verdadeira breguice que parecia uma abertura mal-feita do Fantástico, com aquelas silhuetas de mulheres nuas e efeitos especiais porcos para uma das melhores cenas iniciais de filmes em muito tempo, feitas em desenho, com o tema cassino.
Depois pelo vilão, que não tem maiores pretensões a não ser ficar rico financiando terroristas. Aliás, se você parar pra pensar, ele deveria ser um dos vilões mais bobocas de todos os tempos. É um jogador de pôquer asmático, pelamordedeus!!! E ainda assim funciona muito bem.
Apesar de eu ter achado o filme um pouco longo demais, valeu a pena ver essa aventura de 007 no cinema.
Destaque para a alucinada perseguição (a pé mesmo) com um cara que parece ser campeão intergalático de Le Parkour (depois fiquei sabendo que o cara é o criador do esporte - você vê coisas que nem acredita)
Aliás, sou só eu que acho os títulos dos filmes do James Bond o máximo? O desse último filme é bem normalzinho, mas tem outros bem legais:
007 O Amanhã Nunca Morre 007 Contra o Satânico Dr. No (quantas vezes você usou a palavra satânico na sua vida?) 007 Os Diamantes São Eternos 007 O Espião que me Amava 007 Somente para Seus Olhos Moscou contra 007
E os meus favoritos: 007 Nunca Mais Outra Vez Com 007 Só Se Vive Duas Vezes (fala se esse não merece o prêmio?)